Numa das minhas pesquisas pelos meios de comunicação online, voltei ao site notaboutyou.lift.com.pt, de Miguel Albano, e dei com um artigo datado de 27 de Maio com o tema Mito Urbano.
Neste artigo, Miguel Albano, menciona que, e passo a citar, “Ao invés do que muitos pensam, a comunicação digital (ou a componente digital da comunicação) é mais dispendiosa do que a comunicação tradicional.”
Segundo este jornalista, existem três variáveis que o tornam dispendioso:
- Pelo investimento tecnológico
“- É um meio novo. Logo, obriga a um maior investimento na aquisição e transferência de conhecimentos.”, Miguel Albano em Not About You
-Por ser um meio muito grande
“- É um meio muito grande. Para quem ainda não tenha reparado, mas ao invés dos poucos milhares de órgãos de comunicação social em Portugal, na Internet encontramos milhões de potenciais stakeholders (digam adeus à comunicação para as massas), espalhados por centenas de micro-cosmos (blogs, twitters, youtubes, facebooks, etc…).” Miguel Albano em Not About You
-Porque é um meio que tem que estar online e actualizado 24h por dia.
“- É um meio «always on». É pior que a televisão, porque que de facto está «vivo» 24 horas por dia, evoluindo ao longo dos fusos horários.” Miguel Albano em Not About You
Pois é com base nestas mesmas três variáveis que reforço a ideia que em tempo de crise:
Crise + Digital = Poupar Dinheiro
Reforçando também a ideia que a Plataforma Virtual 3D, embora não sendo barata, pode a médio e curto prazo, ser um meio no qual podemos obter resultados mais amplos e numa maior rede global.
Concordo quando o Miguel diz que “O estar ou não estar na Internet não é suficiente. Há que avaliar e dimensionar a forma como se está presente. A forma como se pretende comunicar e criar valor nestes novos meios.”.
Continuar a ignorar os novos meios de comunicação global, ou continuar a achar que são acima de tudo um meio de risco, sem qualquer retorno e além do mais apostar em tecnologias obsoletas e que mais cedo ou mais tarde, terão que ser abandonadas, ou absorvidas e ajustadas a uma nova e actual realidade, é sem dúvida um investimento caro, quer de equipamento, quer de recursos humanos.
Concordo também, quando diz que este meio vivo da comunicação é muito grande e que infelizmente para os órgãos de comunicação portugueses, só agora começa a ser uma realidade e algo a que tiveram que se ajustar, para não perderem o comboio.
Contudo, continuamos atrás no que diz respeito a verdadeira utilização da rede global de comunicação. Não por falta equipamentos, não por falta de tecnologia, nem por falta de recursos humanos, apenas por falta de visão, dos senhores que tomam as decisões,
Há 10 anos atrás, os órgãos de comunicação social internacional, já usavam a internet como uma ferramenta de trabalho, hoje em dia, essas mesmas entidades, descobriram que a plataforma virtual 3D, proporciona várias vantagens:
- Redução de custos reais em instalações
- Facilidade de gestão de recursos humanos
- Facilidade de internacionalização dos seus conteúdos e da recolha de informação.
Estas são apenas três de alguns pontos que se podem mencionar, como vantagens para a plataforma Secondlife, como um meio/ferramenta de trabalho digital para a área da comunicação social.
Uma vez que esta plataforma já esta a ser usada por algumas entidades universitárias, porque não procurar nela, os alunos de ciências da comunicação? Proporcionamos assim aos alunos, investigação de uma nova tecnologia, projectos práticos sobre o curso que estão a tirar e proporcionamos aos órgãos de comunicação social, conteúdos em tempo real.
Poderiam ainda dizer-me que o custo de servidores em Secondlife é caro e que a plataforma não é “userfriendly”, ao qual posso desde já rebater esses dois argumentos com base na experiência que tenho e que conheço dos residentes dentro da plataforma.
Se quem estiver realmente interessado em entrar fizer uma pesquisa, saberia da existência de espaços com residentes portugueses, com vários anos de uso da plataforma e possuidores de “terrenos virtuais” , que alugam ou vendem, que ajudam a implementação do projecto e promoção do mesmo, ajustando os custos e as necessidades, há realidade de cada projecto. Nesses mesmos espaços e porque existem parcerias entre os residentes, também teriam os recursos humanos, para proporcionar à pessoas escolhidas pelas entidades, a formação sobre a plataforma gratuitamente.
Mais uma vez, o Mito Urbano que a tecnologia está cara continua a ser uma realidade não virtual, pois continuamos não aproveitar o conhecimento de outros, para continuar o nosso estudo, e a investigação de terceiros, continua a servir apenas para os mesmos , ou para ser colocada numa gaveta como mais uma apresentação teórica pedida para uma tese de doutoramento. Isto é Portugal no seu pior a desperdiçar recursos, tecnologias , informação e recursos humanos qualificados.